Sorria! Você pode estar no Google Street View!
O Google traz para o Brasil o serviço Street View que apresenta fotografias seqüenciadas (como um filme mudo) de ruas mostrando tudo o que estiver visível naquele momento: os prédios, as pessoas e as demais situações que podem ser vistas sob a perspectiva de uma pessoa dentro de um carro. Dentro de seis meses as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte terão suas principais ruas registradas neste poderoso banco de imagem. Da minha parte fiquei um pouco mais tranqüilo, pois a Ilha de Itamaracá ainda não será contemplada nesta primeira fase. Mas, já estou imaginando o Prefeito de muitas pequenas cidades brasileiras, em frente à Prefeitura esperando o Google Street Car registrar sua imagem. Como todo serviço do Google, o Street View disponibiliza informação. Podemos gostar ou não, mas o Google tem facilitado o acesso à informação com suas limitações e características. Porém, como nos demais produtos já existentes nós temos que pensar em algumas questões relativas às facilidades e aos riscos desse serviço, o Google Street View. a) A informação pública se torna mais pública para todos os públicos. As imagens disponibilizadas foram capturadas em vias públicas. Tudo que uma pessoa passeando de carro poderia ver na rua, o Google Street View mostra. O que é informação pública fica mais pública. Além do que um outro público, pessoas distantes daquele local, que não veriam facilmente essa imagem, poderão vê-la. b) Facilitará as viagens (turismo/negócio) e a visão prévia de locais de nosso interesse. Caso a área tenha sido coberta pelo carro fotógrafo, as pessoas poderão conhecer com mais detalhes locais onde para onde desejam viajar. Podemos “caminhar” da Casa Branca em Washignton até a sede do FBI e verificar tranquilamente se vale á pena fazer este percurso andando ou é melhor pegarmos um transporte e ganharmos uns minutos. Poderemos “visitar” aquele hotel que na Internet informa que fica em excelente local. c) Temporalidade da informação Nós precisamos estar atentos para saber que as imagens foram registradas em um determinado tempo e que existe um ciclo de atualizações. De repente aquele hotel aparece com a imagem antes de uma reforma e pode ter perda de hóspedes. Aquela pessoa que aparece com alguns quilos à mais pode já ter perdido essa gordurinha, porém na Internet estará com a imagem anterior. d) Privacidade Esta é uma das questões debatidas em relação a este serviço. A princípio não existem maiores problemas, pois as pessoas estão na rua. A Constituição brasileira não proíbe nominalmente que qualquer indivíduo, seja por motivação pessoal ou em nome de uma empresa, fotografe ambientes públicos, como são as ruas. Porém a própria Constituição no seu décimo inciso do artigo quinto garante que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. Em sites que comentam o serviço Street View, é mostrada a imagem de um homem entrando em uma loja de artigos para adultos. Essa imagem dele ficará um bom tempo disponível para todas as pessoas no mundo que acessam a Internet, bem diferente daqueles poucos minutos que configuraram a sua entrada e saída. Se essa pessoa achar que pode ter sua imagem prejudicada por este registro, poderá processar alguém? Sei que é um caso para os operadores do direito, mas é bom lembrar a esta pessoa que não se esqueça de contemplar as diversas câmeras existentes nas ruas, a câmera da própria loja, o registro do cartão de crédito com que ele pagou a compra e a imagem na mente das pessoas que viram ou interagiram com ela naquela ocasião. Há alguns meses, durante uma sessão pública de um dos nossos tribunais superiores em Brasília, um repórter fotografou a tela de computadores de um juiz e de uma juíza, que em plena sessão de julgamento estavam trocando mensagens sobre outros assuntos. Não foi considerado invasão de privacidade, pois a sessão era pública e a lente poderosa da máquina fotográfica apenas captou algo que nossos olhos caso estivéssemos perto poderiam ver. e) Essas imagens poderão ser usadas pelo pessoal do crime? Sim, poderão. E se juntamos com imagens (que eu acho muito mais poderosas) de satélite, hoje disponibilizadas gratuitamente pelo serviço Google Earth, os meliantes do crime terão informações que demorariam mais tempo para conseguir: como é a área vizinha de um condomínio de luxo que fica em uma cidade a mais de mil quilômetros? Porém, existe um atenuante: nenhum criminoso e principalmente organização criminosa fará alguma ação somente com as informações do Google Street View e do Google Earth, Eles precisam de informações mais detalhadas sobre proteção do local (alarmes, quantidade de agentes) e sobre características do local (horário de mais movimento, tipo de pessoas que ficam no local, objetos de valores existentes). Essas informações serão fornecidas por comparsas infiltrados, empregados cooptados ou informações que são jogadas no lixo! f) E o futuro? Tenho certeza que a existência de informação sobre os ambientes público será cada vez maior. Teremos esse tipo de informação praticamente em tempo real. Este sistema poderá estar conectado com câmeras de monitoramento de transito, com câmeras dos prédios, com câmeras de voluntários que através do seu DMC (Dispositivo Móvel de Comunicação – nosso atual telefone celular) repassarão imagens em tempo real das ruas e locais das cidades. Essa situação trará muitas vantagens, mas também trará o risco dessas informações serem utilizadas pelo crime e por governos não democráticos. Como cidadãos nós precisamos estar atentos para conseguir separar o que é bom e o que não pode acontecer. Viva, esteja atento e exerça seu direito de cidadão caso entenda que está sendo prejudicado. Se nas últimas férias você esteve em cidade que o Google Street View já estava ativo, verifique se você aparece para o mundo. Mesmo que seu rosto esteja embaçado (o serviço Street View faz isso), você vai se reconhecer. Portanto, não esqueça: Sorria! Você está no mundo! Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética: um princípio sem fim!
Escrito por Edison Fontes às 18h46
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O que fazer para minimizar a falha humana?
No comentário anterior citei uma situação onde não parecia ser um problema de falha humana. Mas, também citei que as pesquisas apontam que o impacto (financeiro e de imagem) que as organizações sofrem em segurança da informação é causado na grande maioria por erros de pessoas. Sendo assim, o que pode e deve ser feito para minimizar essa situação. Seguem algumas recomendações: 1. Identificar e reconhecer a existência dos erros Este é o primeiro passo. Se a organização não consegue nem identificar e reconhecer o impacto que o erro de pessoas afeta a segurança da informação, teremos mais um problema: a organização está em situação pior, pois não consegue se conhecer. 2. Conscientizar e treinar as pessoas A conscientização em segurança da informação é fundamental. Mas, algumas vezes as pessoas estão conscientizadas e precisam ser treinadas. Por exemplo, elas sabem o perigo dos vírus e fazem os procedimentos corretos. Porém um belo dia o programa de anti vírus apresenta uma mensagem (em inglês para complicar) e o usuário não sabe o que fazer. Se traduzir a mensagem vai continuar sem saber o que fazer: manda remover o vírus com o perigo de remover algo indevido? Manda o vírus para o inferno ou um lugar temporário? O usuário tem que ser treinado para saber como agir em uma situação desse tipo. 3. Devem existir regulamentos (políticas e normas) As políticas e as normas explicitam o que a organização deseja como procedimento adequado das pessoas. Elas são extremamente importantes, pois fica explícito para todos o que pode e o que não pode ser feito. O usuário precisa receber os regulamentos da organização. 4. Devem existir processos formais e que devem ser seguidos Os processos para as ações que protegem a informação devem ser formalizados e de conhecimento dos usuários. Nesses processos devem existir controles para garantir que eles serão fiscalizados e que a proteção da informação acontecerá sempre. Isto é, acontecerá ao longo do tempo e continuará mesmo que mudem as pessoas. 5. Os erros devem ser combatidos, mas as pessoas compreendidas e incentivadas. Pessoas erram e devem ser ensinadas a não errar. Os usuários da informação devem sentir que se errarem nãos serão crucificados e expostos ao ridículo. A empresa deve ser uma organização que aprende. Deve existir um canal de comunicação para que as pessoas possam tirar dúvidas ou indicar a existência de problemas. 6. Todos são responsáveis Devemos lembrar que gerentes, diretores e presidentes também erram e acarretam impactos financeiros e de imagem. O tratamento deve ser o mesmo para qualquer nível. Não quero indicar com esses itens que a Organização deve ser boazinha. Não! A organização deve ser profissional, deve ser capaz de aprender e deve entender que a segurança acontece pelas pessoas. Quando tratamos de maneira profissional os erros e a aprendizagem, fica simples identificar ações de má fé e com objetivos de prejudicar a empresa. Essas ações e seus causadores devem ser combatidos e retirados do ambiente organizacional. Seguindo essas orientações e mais alguma outra que faça sentido para a sua organização, com certeza o percentual de impacto causado por falhas humanas será menor. Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética: um princípio sem fim!
Escrito por Edison Fontes às 12h31
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Desta vez não é falha humana!
| "A ausência de publicação pode ser originada pela simples falha humana, erros operacionais, deficiência na tramitação e publicação dos atos. Todavia, o uso indiscriminado de boletins suplementares, entre os quais 312 não publicados, contendo 663 atos (...) constituem indícios de que tem havido deliberada falta de publicidade de atos", afirma o relatório inicial da comissão que analisa os atos secretos do Senado Federal. Quando tratamos de risco operacional analisamos as ameaças que podem impedir um determinado processo organizacional ou uma específica área de negócio alcançar de maneira eficiente e eficaz os seus objetivos. Evidentemente uma dessas ameaças é a falha humana que inclusive tem se mostrado causadora da maioria dos prejuízos e impactos que as organizações sofrem. Nas organizações privadas existe a ocorrência de fraude, mas, normalmente, em termos percentuais, acarreta menores impactos. Mas, neste caso da não publicação de atos do Senado não parece ser o caso de falha humana. Principalmente de uma simples falha humana. Há alguns anos foi debatida a garantia de que o texto que é aprovado no plenário das casas legislativas, seria rigorosamente e com integridade o mesmo texto publicado e divulgado para a sociedade. Sabemos muito bem que a supressão de uma palavra, a inserção de uma vírgula ou uma pequena modificação pode alterar totalmente o sentido do texto/regulamento. Não precisa ser um especialista para identificar claramente que não publicar 663 atos e não existir a reclamação da não publicação desses atos, não é uma questão de falha humana ou erros operacionais. Vamos ver de que os nossos ilustres senadores vão chamar essa situação. Terão que ser criativos, pois, Meninos Aloprados e Marolinha já têm Copyright. Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética: um princípio sem fim! |
Escrito por Edison Fontes às 12h30
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Cinco passos para elaborar um Plano de Contingência!
Cinco passos para elaborar Plano de Contingencia! | Sempre que acontece um desastre de grandes proporções ou uma situação específica que atinge um grande número de usuários e empresas que nunca pensaram seriamente em contingência, o assunto da existência de plano para essas situações vêm à tona com mais intensidade. Como desastre de grandes proporções tivemos a queda da aeronave AirBus da AirFrance que fazia o Vôo 477, Rio de janeiro/Paris, que caiu no Oceano Atlântico matando todas as 228 pessoas que estavam á bordo. Como situação que afeta um grupo de usuários e empresas, temos a repetição da pane de telefones e de serviços de Internet da Telefônica em São Paulo. Evidentemente este assunto de desastres e contingências deveria ser parte normal de uma gestão de riscos continua que toda organização independente do seu porte deveria ter. Mas, normalmente precisamos ser lembrados por situações desagradáveis para pensarmos na nossa organização ou mesmo no nosso trabalho individual. Queremos nos concentrar no que sua empresa deve desenvolver para minimizar os efeitos de uma situação de contingência que afete a mesma. Seguem algumas orientações práticas. 1. Todas as empresas podem ter planos de continuidade de negócio Independente do porte e tipo de negócio, todas as organizações possuem capacidade e recursos para terem planos de continuidade do seu negócio. Evidentemente o plano de uma grande empresa vai diferenciar do plano de uma pequena empresa na questão de complexidade e tamanho. Afirmo categoricamente: quem não tem procedimentos de continuidade, não tem porque não quer ou porque não está devidamente lembrado/conscientizado. Por exemplo: você como pessoa física, tem feito cópias de segurança dos seus arquivos pessoais? 2. Etapas de um plano de continuidade 2.1 – Análise de risco do ambiente considerado Deve-se fazer uma análise de risco para se saber a situação atual dos recursos de informação em relação às situações de contingência. Além do que, quando fazemos uma análise de risco encontramos situações fáceis de serem resolvidas e que melhoram significativamente o nível de certeza de uma continuidade. Exemplo: a organização faz cópias de segurança mas guarda no mesmo ambiente dos computadores. Solução rápida: guardar em outro local. 2.2 – Escopo e Cenário Um plano de continuidade deve ter seu escopo e cenário definidos. Claro que queremos que a empresa tenha um plano que considere todos os recursos e todas as situações. Porém, para chegarmos neste nível é necessário cumprir muitas etapas. Sendo assim defina claramente o escopo (recursos que serão considerados) e cenário (situação em que a contingência vai acontecer). 2.3 – Análise de Impacto no Negócio A solução do plano deve ser uma conseqüência da necessidade de negócio. O que acontece muito nas organizações é que a área de tecnologia define um plano e implanta. Acredito que a área de tecnologia da informação tenha um bom entendimento das necessidades de negócio, mas com certeza não é ela quem mais entende do negócio e suas responsabilidades legais, contratuais e de imagem com os clientes. Esta etapa tem por finalidade identificar a necessidade de tempo para a recuperação dos recursos de informação. A partir deste tempo de recuperação é que será pensado na solução mais adequada que atenda esta necessidade de negócio. As áreas de negócio para estimarem o tempo que exigem para a recuperação devem considerar os impactos: financeiro, de imagem, legal e operacional. Os recursos de informação são: ambiente de tecnologia, pessoas, documentação e qualquer outro elemento que armazene, processe ou transmita informação. 2.4 – Seleção de estratégia Conhecendo-se a necessidade de tempo de recuperação dos recursos de informação devemos identificar nesta fase quais são as estratégias possíveis que poderão atender aos requisitos de negócio explicitados na fase anterior. Tendo selecionado algumas estratégias possíveis, devemos escolher qual a mais adequada para a organização, considerando: custo, autonomia, exigências da própria organização, questões legais e outros aspectos que são relevantes para a organização. Esta etapa identifica a solução que melhor atende a organização. 2.5 – Desenvolvimento do plano Nesta etapa o manual do plano de continuidade será escrito, contendo as funções, os grupos de trabalho, as responsabilidades, a seqüência de ações a serem executadas quando de uma contingência. Em resumo: explicita o que cada pessoa na organização deve fazer quando de uma situação de contingência.
2.6 – Testes e Manutenção do Plano Devemos definir como acontecerão os testes e como eles serão planejados. Testar é uma atividade muito séria e precisa ter o conhecimento e a aprovação da direção da organização. O teste precisa ser acompanhado, registrado e avaliado. Um bom teste não é aquele em que tudo acontece de forma correta e sem erros. Um bom teste é aquele que possibilita que o teste seguinte seja melhor: mais eficaz e mais eficiente.
Em relação à manutenção do plano é necessário especificar como ela será feita, quem é o responsável pelo processo de manutenção e como será registrada cada alteração realizada. 3. Patrocínio Um plano de continuidade de negócio somente será efetivo e atingirá seus objetivos se for patrocinado pela direção da organização. Mesmo que haja uma legislação exigindo para a organização um plano para situações de contingência, o que deve primeiramente motivar a existência desse plano é a decisão da diretoria executiva (representando os interesses dos acionistas) em proteger o negócio mesmo que uma situação de desastre aconteça.
4. O custo será possível para a organização Não existe plano barato e plano caro. Existe plano adequado à organização. Se o assunto for tratado profissionalmente, de forma estruturada e continuamente ao longo do tempo, o custo será possível para a organização.
5. Execução de forma profissional Algumas organizações vão poder desenvolver e implantar um plano de continuidade com seus próprios profissionais. Se esses profissionais tiverem o treinamento e experiência adequados, a organização alcançará sucesso. Outras organizações precisarão contar com consultores. Independente da situação da sua organização, trate este assunto de maneira profissional. Lembro uma dificuldade quando for desenvolver a solução internamente: a tendência das áreas de negócio a não atenderem adequadamente os profissionais internos quando do levantamento das suas necessidades na Etapa de Análise de Impacto no Negócio. Se isso acontecer na sua organização não se assuste, É uma tendência em todas as organizações. Por isso, a participação de profissionais externos na construção do plano e no acompanhamento futuro dos testes é uma boa opção pois agrega ao plano mais independência na sua construção e na sua manutenção de efetividade (eficiência e eficácia).
Conclusão Não espere que mais desastres aconteçam para que sua organização trate com seriedade este assunto. Nem você na sua vida pessoal. Eu mesmo tive que contratar uma opção de comunicação via modem 3G como opção para a banda larga da companhia telefônica. Se não fosse assim, não conseguiria mandar este artigo. Mas verdade seja dita, muitas vezes a comunicação 3G não funcionou e a ligação banda larga da companhia telefônica funcionou de forma excelente. Esta deve ser a nossa vida pessoal ou da organização em que trabalhamos: o que fazemos com as situações e ameaças que nos cercam? Trate o assunto contingência de forma profissional! Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética: um princípio sem fim! |
Escrito por Edison Fontes às 10h42
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A informação existe, mas o tratamento...
| | Estamos completando quase quinze dias do desastre do Vôo 447 da AirFrance, aeronave AirBus. Pelas notícias divulgadas, cada vez fica mais forte que a possibilidade da causa tenha sido um equipamento que repassa para os computadores do avião a velocidade, a altitude e outras informações. Repassando informações erradas, os computadores tomarão decisões erradas (entra lixo sai lixo) que podem ter causado a queda da aeronave. Como a caixa preta ainda não foi localizada, as informações que se tem trabalhado são aquelas enviadas automaticamente pelo avião para os centros da AirFrance e da AirBus. Podemos imaginar a existência de muitas informações de outras aeronaves que felizmente não tiveram o final catastrófico como o Vôo 447. Aos poucos a opinião pública fica sabendo que a AirBus fez uma recomendação de troca desses equipamentos para todas as empresas aéreas. Nada obrigatório, mas que deveria ser feito. O avião sinistrado ainda não tinha atualizado esses equipamentos. Neste momento a Associação de pilotos da França exige a mudança imediata desses equipamentos em todas as aeronaves, sob a ameaça dos pilotos não voarem. Rigorosamente não se pode afirmar que caso houvesse ocorrido a troca desses equipamentos a tragédia não aconteceria. Mas, com certeza seria um elemento de fraqueza a menos na cadeia de segurança. Sempre os desastres mandam avisos. A questão é que na maioria das vezes não se quer tratar adequadamente esses avisos. A informação existe. Mas o tratamento correto (e custoso) não é feito e os desastres acontecem. Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com
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Escrito por Edison Fontes às 10h41
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A InSegurança da Informação
Muitos executivos de organizações optam pela Insegurança da Informação, apesar da existência de uma norma internacional adotada pelo Brasil (NBR/ISO– 27002:2005 – Tecnologia da Informação – Técnicas de segurança – Código de prática para a gestão da segurança da informação) e do artigo 1011 do Código Civil: O administrador deverá ter, no exercício das suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios. Com certeza não considerar as recomendações da norma não é um bom exemplo de probidade de executivo. Entendo que na prática, algumas questões ajudam para a existência da Insegurança da Informação: 1. A Organização não está submissa a uma legislação 2. A Organização não tem tido problemas de indisponibilidade da informação. 3. A direção não sabe que existe vazamento de informação. 4. Existe uma reação muito forte (consciente ou inconsciente) de gestores intermediários e da alta administração contra o processo de segurança da informação, pois acarretará controles e colocará regras. 5. O impacto (financeiro ou de imagem) em não se ter uma determinada informação não está adequadamente avaliado. 6. Como uma filial de uma corporação, a organização cumpre tudo o que foi exigido pela matriz. A Organização não avalia se a recomendação da matriz é suficiente e adequada às ameaças locais. 7. Até agora a área de tecnologia tem resolvido todos os problemas. 8. A existência de uma maioria de funcionários antigos cria uma falsa confiança. 9. Os principais sérviços de tecnologia da organização foram entregues a fornecedores de primeira linha e a Organização entende que eles farão a segurança. 10. Para muitos gestores a segurança vai gastar recursos e vai atrasar projetos. Se considerarmos as pequenas e médias empresas uma bela desculpa: segurança é para grandes empresas! Para esses empreendedores lembro que um problema de segurança no maior banco braileiro lhe afetará pouco, mas um problema na sua empresa, pode lhe "quebrar as pernas!" Todas as organizaçõe podem ter uma segurança adequada e compatível com seu porte. Viver em Insegurança é um atestado que o executivo não pensa na sustentabilidade do negócio da organização. A organização vive da sorte! Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética: um princípio sem fim!
Escrito por Edison Fontes às 16h34
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Desastres:uma fatalidade e um crime!
Desastres: uma fatalidade e um crime! | Fomos surpreendidos nesta segunda feira pela manhã com a notícia do desaparecimento no Oceano Atlântico do avião Airbus modelo A330, que fazia o vôo da Air France, Rio de Janeiro – Paris. Com as primeiras notícias, um desejo que tivesse acontecido um seqüestro ou outra situação que garantisse a integridade da aeronave e de seus passageiros. Mas, infelizmente, cada minuto que passa, se confirma mais a ocorrência de uma queda, talvez precedida de uma explosão. Ainda não sabemos exatamente todas as causas que provocaram a tragédia. Neste caso, aparentemente o “dever de casa foi feito”: tripulação experiente, revisão em dia, carga adequada. Enfim, tudo em aparente normalidade e seguindo os padrões de segurança. Uma situação que se aproxima de uma fatalidade. Uma outra situação de desastre: uma barragem se rompe no Piauí matando pessoas. Os políticos e os gestores responsáveis querem dizer que foi uma fatalidade. Não, meus amigos. Barragens foram feitas para reter água e caso o volume de água seja maior do que o previsto existe o sistema de sangria, através de abertura de comportas. Tudo controlado e com possibilidade de aviso à população. Barragens não podem romper. Este caso também é uma situação de desastre, só que se aproxima do crime. Algum profissional não fez como deveria fazer. Para ambos os casos nossas lágrimas para os parentes e amigos dos que perderam seus entes queridos. Mas para o segundo caso, um desejo de punição por um crime anunciado. Tomara que tenhamos informações, nos dois casos, suficientes para permitir um rastreamento do que aconteceu e para que consigamos aprender com falhas ou situações que possam ser evitadas no futuro. Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética: um princípio sem fim! |
Escrito por Edison Fontes às 22h53
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Erros no varejo!
Erros no varejo! | Nos últimos dois meses tivemos, pelo menos, dois casos de lojas de varejo que anunciaram suas mercadorias em promoção com preços errados. E por incrível que pareça, com preços menores. Em uma delas o fato ocorreu em um anuncio convencional em folheto/jornal de propaganda. Foi em uma rede de supermercados. Pelas notícias divulgadas, uma loja vendeu seu estoque de computadores, R$ 890,00 em vez do valor correto de aproximadamente R$ 2.000,00. Outra loja da rede não vendeu e parece que o caso foi bater na delegacia da cidade. No outro caso, foi o comercio eletrônico de uma rede de lojas especializada e livros e eletrônicos sofisticados. Muitas ofertas de eletrônicos, tipo TV de LCD 32 polegadas, ficaram por R$ 9,90. Só que neste caso a loja identificou o erro, pediu desculpas, devolveu o dinheiro e cancelou a compra. Legalmente ela podia fazer isto. Estes fatos nos lembram que a maioria dos problemas (e prejuízo) de tempo, imagem e financeiro ocorre por erro de pessoas. Evidentemente as fraudes chamam a atenção. Mas o grande prejuízo acontece mesmo pelos erros. Mais ainda pelos erros que não são adequadamente solucionados. Na maioria das vezes são feitos apenas pequenas correções para “apagar o fogo”. Erro é uma ameaça que deve ser identificada quando fazemos uma análise de riscos. Se não considerarmos os erros estaremos deixando de combater a maior causa de impactos financeiros, de tempo e de imagem. Combata corretamente a possibilidade de erro. É uma atitude acertada! Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética: um princípio sem fim! |
Escrito por Edison Fontes às 23h13
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Crimes eletrônicos precisam ser tipificados!
Aprendi bastante na convivência com o Comitê de Direito e Tecnologia da AMCHAM/São Paulo do qual participei durante dois anos e estarei novamente participando a partir deste mês. A maioria dos componentes é formada por advogados, promotores e eventualmente por outros operadores do direito, como os magistrados. Profissionais ligados à segurança da informação: eu e outro profissional de um grande provedor nacional de serviços e conteúdo da Internet. Uma das questões que aprendi é que para existir condenação penal é necessário que o crime esteja tipificado. Isto é, dito claramente que aquela situação é crime. Uma parte de ações realizadas no mundo virtual por pessoas com má fé não podem atualmente ser classificadas como crime. Isto deixa uma lacuna na sociedade. O projeto relativo a crimes contra a segurança dos sistema informatizados tipifica como crime: 1. Acesso mediante violação de segurança a redes de computadores. 2. Obtenção, transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação. 3. Divulgação ou utilização indevida de informações ou dados pessoais. 4. Dano: destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia ou dado eletrônico alheio. 5. Inserir ou difundir código malicioso. 6. Estelionato eletrônico: facilitar ou permitir acesso indevido. 7. Atentado contra segurança de serviços de utilidade pública. 8. Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático, dispositivo de comunicação, rede de computadores ou sistema informatizados. 9. Apresentação de imagens de pornografia infantil. 10. Falsificação de dado eletrônico. Acredito que essas ações devem ser consideradas criminosas. Nenhuma organização ou pessoa quer sofrer uma ação deste tipo e saber que a pessoa que provocou o fato não será considerada criminosa perante o Código Penal. Um ponto polêmico e que tem causado muitas discussões é a exigência de que qualquer provedor de Internet (comercial ou a sua empresa caso ela disponibilize acesso para que seus funcionários acessem a Internet) deverá guardar o log de conexão de cada usuário. Isto para que possa haver resposta à pergunta: quem (qual o usuário) acessou a Internet com determinado endereço IP. Idem como hoje as empresas de telefonia registram as chamadas que realizamos. Não haverá monitoramento de conteúdo. Ter o registro da ocorrência da conexão de acesso está muito distante da perda total da privacidade na Internet. Não ter este registro é estar muito perto da liberação do uso irresponsável da ferramenta Internet. Estamos no início deste novo mundo virtual. Liberdade, privacidade e controle. Qual o nível de equilíbrio? Qual o nível necessário? Qual o nível possível? Como deve acontecer a justiça? Não são perguntas fáceis de responder. Mas se tornarão mais fáceis na medida em que cada opinião contraria ao que se está propondo no projeto apresente uma opção viável para cada problema. Mudando de assunto, uma dica de livro: Ativos Intangíveis - O real valor das empresas, Editora Campus, de Daniel Domeneghetti e Roberto Meir que será lançado hoje, 13/5, às 19:00 na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim, São Paulo/SP. Dois especialistas que nos brindam com seus conhecimentos. Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética: um princípio sem fim!
Escrito por Edison Fontes às 11h11
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Dez falhas em Segurança da Informação
Tenho observado que a maioria dos problemas de segurança da informação ocorrida em organizações está relacionada a um conjunto básico de falhas na implantação e desenvolvimento do processo de segurança da informação. Destaco as seguintes falhas mais comuns e mais graves em uma organização: 1. Não existência de uma estrutura de políticas, normas e procedimentos Os regulamentos (políticas, normas e procedimentos) existem para explicitar como a organização deseja que o recurso informação deva ser tratado. Além do mais, como não temos legislação no Brasil em certos assuntos, por exemplo monitoramento de mensagem de correio eletrônico, a organização precisa dizer aos seus usuários com será tratado esta questão. 2. A gestão do controle de acesso permite uma identificação para uso comum. Eu ainda fico admirado, mas, ainda encontro em muitas organizações identificações que não são individuais e são utilizadas por um grupo de usuários. Não me refiro aqui às situações de exceção. São casos normais de acesso à informação. Com esse acesso comum é muito difícil identificar qual usuário fez determinado acesso. 3. Não existência de gestor da informação. Historicamente a área de tecnologia exercia a função de gestor da informação. Mas, mesmo nos anos iniciais da tecnologia da informação a área de informática deveria ser apenas um prestador de serviço, deveria ser o custodiante da informação. É fator crítico de sucesso para o processo de segurança da informação a existência do gestor da informação que deve ser a pessoa da área de negócio ou da área administrativa que á a responsável por aquela informação. É o gestor da informação que vai autorizar (ou negar) o acesso dos demais usuários da empresa àquela informação. 4. Planos de continuidade que são apenas belos documentos. Planos de continuidade de negócio ou planos para situações de contingência devem ser um processo vivo. Mas, muitas empresas desenvolvem seus planos e os mesmos ficam parados nas estantes. Um plano de continuidade tem que ser vivo: atualizado constantemente, testado e crescente em termos de escopo e cenário. 5. Registros de ações realizadas: não existem ou pouco tempo de guarda. Registros para investigação (auditoria ou computação forense) precisam ter definidos sua existência e seu tempo de vida. Um registro de acesso (log) a um sistema que seja guardado apenas um dia é muito pouco caso haja uma investigação sobre uma ação indevida nesta aplicação. Também é importante a existência do registro de tentativas de acesso e erros de identificação/senha. 6. Cópias de segurança: definição da informática. As cópias de segurança devem existir por razões de recuperação do ambiente de tecnologia, requisitos legais, aspectos históricos e exigências de auditoria. Apenas o primeiro caso é de responsabilidade da área de tecnologia. Requisitos legais e necessidade de guarda por questões históricas devem ser definidos pela área de negócio. Exigências de auditoria devem ser definidas pelas auditorias internas ou externas. 7. Não existência de um gestor do processo de segurança. A segurança da informação é uma responsabilidade de todos. Porém, um profissional deve ser responsável pela existência do processo de segurança da informação. Empresas de médio e grande porte podem ter um funcionário dedicado a esta função,evidentemente desde que ele tenha os pré requisitos para a mesma. 8. Não existência de uma gestão de risco. Quando não existe uma gestão de risco, as análises de risco e de ameaças são feitas aleatoriamente e normalmente apenas quando se tem um risco eminente. Toda organização deve ter uma gestão de risco contínua. 9. Não alinhamento da segurança com o negócio. A segurança deve considerar as prioridades do negócio da organização. Mas lembro que as áreas de negócio e a direção da organização devem considerar a participação da segurança da informação em definições estratégicas. Evidentemente não falo aqui de situações de extremo segredo, como por exemplo, a junção de duas instituições financeiras. 10. Usuário: pouco treinamento e conscientização. A pessoa humana é o fator determinante para o sucesso ou fracasso do processo de segurança da informação em uma organização. Cada usuário precisa ser treinado e conscientizado. Precisa saber suas responsabilidades, o que pode e o que não pode fazer. Garanta que a sua organização não falha nestes dez itens citados. Se você conseguir isto com certeza sua organização terá um excelente nível de proteção da informação. Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética! Um princípio sem fim
Escrito por Edison Fontes às 11h50
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Recontagem de Votos - USA 2000
O filme RECONTAGEM de Jay Roach e Kevin Spacy, produzido pela HBO Films reproduz o que aconteceu no final da eleição americana no ano 2000: o estado da Flórida era decisivo. Quem ganhasse na Flórida, ganharia as eleições presidenciais. Uma série de denúncias de erros, falta de controles, modo complicado de votar e suspeitas de fraudes são reportadas neste filme. Com certeza, você leitor se lembra dos fatos, mas o filme tem a grandiosidade de mostrar detalhes verdadeiros do que aconteceu. Em função da existência de muitas informações públicas (reportagens de TV e Jornais, sessões dos tribunais e entrevistas coletivas), além de depoimentos daqueles que participaram atestando a veracidade, o filme é praticamente uma representação confiável do que aconteceu. A falta de controles em situações básicas e o não objetivo de facilitar as operações para os eleitores formam o grande conjunto que gera fragilidades. Também são debatidas questões sobre o desejo do voto do eleitor e o registro do voto: um eleitor idoso não consegue perfurar o cartão, mas o quadradinho está marcado. Vale como voto? Em relação às possíveis fraudes o filme é bem verdadeiro: cita o que foi apurado, mas não conclui, já que oficialmente não houve um julgamento dessas situações. As eleições naquele ano eram realizadas através de cartão que o eleitor perfurava, mediante uma matriz que representava os candidatos e as diversas questões que foram colocadas juntas com a eleição. Sem dúvida nosso processo eleitoral pulou a fase de cartões. Passamos do papel para o voto eletrônico. Mas, o filme nos lembra que é preciso uma contínua gestão de risco para o processo eleitoral. Por mais seguro que seja. Quanto mais seguro mais sofisticadas terão que ser as tentativas de fraudes. Uma coisa ficou evidente: quem ganhou, não levou! Este é um filme que todos os interessados por segurança, controle e riscos devem assitir. Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética! Um princípio sem fim
Escrito por Edison Fontes às 11h49
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Segurança para as crianças!
Segurança para as crianças! | Inicialmente registro que estou ciente que o mundo real tem mais perigos para as crianças. Se formos considerar todas as crianças, aspectos básicos de alimentação, saúde e educação ficam todos abaixo do nível adequado. Sei que o mundo virtual afeta parte das crianças, mas afetará a todas quando adultos. Precisamos proteger e ensinar as crianças a se protegerem. A maior responsabilidade é dos pais e educadores. Muitos esquecem as ordens que nos foram dadas no passado, tipo: não fale com estranhos, feche a porta quando sair, não pegue o que não é seu, ao atender ao telefone pergunte quer falar com quem, espere dentro da escola, só vai dormir na casa do amiguinho se os pais dele falarem conosco e outros comandos. A primeira questão do mundo virtual é com quantos anos a criança deve ter acesso à joguinhos e acesso à Internet? É uma resposta que papai e mamãe terão que resolver e definir. Porém, lembrem-se que muitas vezes esta questão é uma ânsia dos pais: o filho do vizinho têm um jogo SuperBox-99, meu filho tem que ter SuperBox-100. Um exemplo mais real: muitos pais ensinam seus filhos a dirigirem antes dos 18 anos e liberam seus carros para os sub-18. Esses pais não sabem cumprir regras e dizer não a certos caprichos. Limite machuca o coração (dos pais e dos filhos), mas não mata! Mas voltando para o mundo virtual, algumas recomendações para serem ensinadas aos filhos: a. O mundo real não começa tudo de novo com um comando “Re-Start” Diferente do mundo virtual, onde após uma queda, uma batida de carro ou uma luta, a criança precisa saber que ao se machucar (ou machucar alguém) no mundo real, haverá sofrimento. Não existe comando “Re-start” no mundo real. b. Sites sociais e de relacionamento são para maiores de 18 anos. Hoje temos crianças e pré-adolescentes com perfis em sites tipo ORKUT, muitas vezes incentivadas pelos pais. Colocam fotos e disponibilizam informações que deveriam ficar restritas à família. Sou contra crianças e pré-adolescentes terem perfis nestes serviços. c. No mundo virtual, como no mundo real, existem pessoas mentirosas que fazem mal. Pessoas se passam por outras pessoas. Normalmente adultos se passam por crianças ou adolescentes, para facilitar um contato com crianças e adolescentes. Seu filho, caso tenha sua autorização para permanecer em um site de relacionamento social, deve ser alertado ao fato de que vão existir pessoas que se passarão por outras, para manter contato com eles. Esses contatos levam a situações embaraçosas e podem levar crianças e adolescentes a fornecerem mais informações e fotos pessoais. Seus filhos podem ser chantageados e se não tiverem abertura com você, sofrerão sozinhos. Infelizmente existem situações de violência, abuso e até de morte dos menores. Se você autoriza seu filho a participar deste tipo de interação, esteja junto dele quando ele contatar os amiguinhos. d. Fotografar ficou mais fácil, mas existe a privacidade das pessoas. Com o barateamento das câmeras digitas e a existência das câmeras nos telefones celulares ficou mais fácil fotografar. Com isso, traquinagem de pré-adolescentes e adolescentes, tipo os garotos espionam as meninas, não podem ser registrados em fotos constrangedoras e ter essas fotos distribuídas. Eles precisam entender a responsabilidade de respeitar a privacidade dos outros. e. Cuidado com o que se diz no correio eletrônico ou serviços de mensagens curtas. Escrever calunia ou difamar pessoas (professores, por exemplo) através de mensagens de correio é crime. Não pense que não se vai identificar quem mandou a mensagem, mesmos que seja um endereço falso de provedor de webmail. Pode demorar um pouco, mas a polícia investiga e identifica de onde sairam as mensagens. f. Alterar fotos e distribuir também é crime Não se pode alterar fotos ou montar fotos com o objetivo de prejudicar a imagem de pessoas. Isto não é brincadeira, é crime. Lembre aos menores que para esta situação não existe comando de “re-start”. g. Não compartilhe a senha de qualquer acesso que lhe for disponibilizado. Como os adultos, os menores devem saber que não se compartilha senha. Como diz a Dra. Juliana Abrusio, “Senha é como escova de dente!” Papai e mamãe devem monitorar seus filhos e ensinar estas e outras regras básicas. Lembro que é o responsável pelo menor que vai responder pelas ações desse menor. Desde a indenização para aquele professor que foi difamado/caluniado, até para situações mais constrangedoras. O mundo virtual já faz parte do nosso mundo real. Cabe aos adultos apresentarem as regras desse mundo virtual para os filhos e menores sob sua responsabilidade. Sei que nossa geração têm dificuldades: não temos facilidade com o mundo virtual, passamos menos horas com nossos filhos, os amiguinhos deles não recebem limites dos pais e na escola ou no vizinho se burlam certas regras. Porém, são nossas crianças. Quem disse que criar filhos é fácil? Assuma sua responsabilidade de por limites aos filhos: seja no mundo virtual ou no mundo real! Ah! Também boas maneiras valem à pena serem ensinadas: bom dia, boa tarde, com licença, desculpe e perdão. Vamos proteger nossas crianças! Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética! Um princípio sem fim |
Escrito por Edison Fontes às 12h39
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Proteja-se contra o telemarketing ativo!
Quase não acreditei: a Fundação PROCON/SP me comunica formalmente que os telefones que informei, foram cadastrados em 09/4/2009 e a partir de 09/5/2009 estarão bloqueados para receber propaganda invasiva de tele-marketing. A empresa que não respeitar sofrerá multas altíssimas. Isto existe! Isto é Brasil! Temos chance! Não sei se os leitores concordam, mas uma das coisas mais irritantes é você receber telefonemas, à noite, no dia de sábado e até em celular, de várias empresas de marketing nos oferecendo coisas que não pedimos para sermos comunicados. Até cartão de crédito, inclusive uma das bandeiras que eu sempre considerei mais respeitosas com o usuário, pratica esta ação. Ligação de cartão de crédito em meio da manhã, você já pensa que o cartão foi clonado, ocorreu fraude. Que nada! É apenas um novo produto ou seguro. Tenho que confessar que nas últimas vezes tenho sido duro. Peço para falar com o supervisor ou gerente e já que não é possível digo que nunca mais me liguem. Por obra do destino, foi numa dessas vezes que uma operadora disse:”Se o senhor quiser que não façamos ligação, se cadastre no PROCON”. Eu segui sua orientação (obrigado!) e me cadastrei! Aparentemente este é um procedimento que vai pegar. Tomara! Estou torcendo! São pequenas ações como esta, em combinação com a ação do consumidor, que vamos protegendo a nossa privacidade. Pelo que sei é uma ação do PROCON/SP, mas que os demais estados vão seguir. Exija para o seu estado! Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética! Um princípio sem fim
Escrito por Edison Fontes às 12h10
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Google Earth - Usado pelo Crime?
Google Earth - Usado pelo crime? | A notícia dada pela policia de São Paulo: assaltantes de mansões em condomínios fechados admitem que usam o Google Earth para o estudo da vizinhança e rotas de fuga. É possível? Sim é possível e é viável, já que é um serviço gratuito disponibilizado na Internet. Facilmente pode-se identificar se um condomínio tem como vizinho uma área de mata que facilita a abordagem do local. Também se toma conhecimento das ruas que permitem a saída/entrada para o condomínio e sua vizinhança. Fazer um reconhecimento deste tipo em uma região distante se gasta recursos e a presença de um estranho rondando a área pode-se levantar suspeitas. A questão é que essas informações são importantes, fáceis de serem acessadas através do Google Earth, porém não são suficientes para a realização de um assalto. Serão necessárias mais informações do tipo que pessoas vivem no local, como é feita a segurança física, quão eficiente é o sistema de proteção eletrônico, como é a comunicação com a Polícia local e outras informações. Com certeza a informação do Google Earth será a de menor peso, embora ela possa ser inicial. Muitas vezes, nós fornecemos nossas informações pessoais de graça para qualquer um. Muitos carros são um verdadeiro mural sobre a vida privada: faculdade em que se estuda, clube social que freqüenta, nome de filhos ainda bebês e alguns hobbies tipo rodeio. Respondemos perguntas a qualquer pesquisa que nos façam, seja presencial ou por telefone, aceitamos funcionários sem uma devida verificação mínima, falamos sobre tudo na frente de funcionários do escritório ou em casa. Depois nos perguntamos como se sabe tanto sobre a nossa vida? Ah! Não esqueçamos tudo aquilo que jogamos no lixo sem destruir, tipo o extrato do banco ou do cartão de crédito. As informações do Google Earth levantam a questão de informações públicas que estão cada vez mais fáceis de serem acessadas. Em alguns países o Google já tem uma visão de mais qualidade das ruas e em um tempo de atualização menor. Apesar de ser uma informação pública, anteriormente somente quem estivesse passando naquele local poderia ver aquele ambiente. Com o Google Earth, estando a quilômetros de distância, podemos presenciar o que estar acontecendo em uma rua. É o verdadeiro Grande Irmão, o Big Brother de 1984 de George Orwell? Acho que o Grande Irmão não é um, são muitos! O que precisamos é saber o que pode ser aceitável como cidadão e o que deve ser rejeitado. Lembre-se que está em discussão o chip de localização para todo veículo. Segurança x privacidade? O que deve ser prioritário? Retornando à questão de assaltos, acredito que temos muito o que fazer aqui em baixo, antes de ficar preocupados com os olhos dos satélites. Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética! Um princípio sem fim |
Escrito por Edison Fontes às 11h38
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O Culto do Amador - Livro pessimista ou tendencioso?
| O Culto do Amador – como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores – é o livro de Andrew Keen, recém lançado no Brasil pela Editora Zahar. Li e não concordo com o autor. Textos como “Os macacos assumem o comando. Diga adeus aos especialistas e guardiões da cultura de hoje – nossos repórteres, nossos âncoras, editores e estúdios de cinema de Hollywood. No atual culto do amador, os macacos é que dirigem o espetáculo.” Ou “Pois a conseqüência real da revolução da WEB 2.0 é menos cultura, menos notícias confiáveis e um caos de informação inútil”. Keen tem a virtude de nos trazer no livro um assunto importante que é o novo conjunto de informações que existem no mundo virtual, muitas delas geradas por amadores. Mas, para ele toda informação gerada por amadores não é confiável, é enganosa e nos quer prejudicar. Sinto certa tendência do autor em querer um controle central. A riqueza de informação e possibilidades de interação com a WEB 2.0 não pode nos acomodar em não sermos cada vez mais críticos com a veracidade e integridade das fontes. Mas isso não deve ser impeditivo da existência dessas informações. Há poucos dias, novamente veio à tona a questão da censura à Internet pela China. Ou situações de ditadura (de esquerda ou de direita) de países. Hoje existe a possibilidade de recebermos notícias internas desses locais feitas por amadores. Também têm de interessante no livro alguns dados e estatísticas. Pena que o autor quando comenta, não o faz de uma maneira independente. Ele não mostra os dois lados da moeda. No término do livro ele ameniza a apresenta a questão da privacidade e do crime no mundo virtual. Nesses temas o autor é mais realista e menos tendencioso. Afinal, todos somos contra invasão de privacidade, pedofilia e outros crimes. A questão neste caso vai ser o como evitar ou minimizar essas situações. Porém, mesmo discordando da interpretação do autor, sou de opinião que é um livro que deve ser lido. Como diz Larry Sanger, co-fundador da Wikipidia “Embora eu não concorde com tudo que é dito por Kenn, são páginas de insights e pesquisas muito interessantes.” Feliz Páscoa para você que é cristão! Edison Fontes, CISM, CISA. Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação. Núcleo Inteligência. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil. edison@pobox.com Ética! Um princípio sem fim |
Escrito por Edison Fontes às 11h37
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